quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Gilberto Renda II
GILBERTO RENDA - 1885-1971
"Paisagem com riacho",
óleo sobre madeira, assinado, pequenos defeitos
Dim. - 33 x 23 cm
Cabral Moncada Leilões Q Página 28
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Gilberto Renda
Hoje surgiu este Ilustre que para além de ser oriundo de Seixas, foi o mestre que desenhou e pintou os belíssimos painéis em azulejos que constituem a fachada da estação de combóio de Caminha,
| Pesca no Rio Minho, no meu ver o monte mais próximo é Seixas? |
Tomei a liberdade de publicar esta imagem do Carlos Silva, muito obrigado.
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"… ou ate do ceramista Gilberto Ventura Terra Renda, que enobrecem e embelezam este recanto pitoresco."
transcrito do site da junta de fraguesia.
"RENDA (Gilberto). Pintor de arte, cenógrafo e ceramista, de seu nome completo G. Ventura Terra R., n. em Seixas, cone. de Caminha, a I2-X1I-I884. Sobrinho do notável arquitecto Ventura Terra, concluiu o Curso de Pintura na Escola de… Não tenho mais." Estrato da Enciclopédia Luso Brsileira… |
Fábrica Sant'Ana / Fábrica de Faianças e Azulejos Sant' Anna
1860 – Lisboa, Calçada da Boa-Hora
Artistas: Gilberto Renda; Luís Camacho; Eduardo Nery; Arnold Zimmerman
A fábrica:
Foi fundada em 1860 e situava-se no sítio de Sant'Anna à Lapa, em Lisboa, tendo depois sido transferida para a Calçada da Boa-Hora, perto de Belém.
Inicialmente, a sua produção caracterizava-se pela realização de objectos de barro vermelho, tendo depois passado a fabricar azulejos e faianças decorativas pintadas à mão, segundo os processos tradicionais, característica que ainda hoje se mantém.
Entre os pintores que nela trabalharam destaca-se Gilberto Renda que pintou os painéis para as estações de caminho de ferro de Santiago do Cacém (1931), Sines (1934), Vila Viçosa e Caminha, de gosto revivalista.
Actualmente, esta fábrica alia à produção tradicional a produção de painéis em azulejo de artistas plásticos contemporâneos, como Luís Camacho, Arnold Zimmerman, Eduardo Nery, Sá Nogueira, Hansi Stael, Alice Jorge e Júlio Pomar. Além disso, trabalha artesanalmente no restauro e na cópia de azulejos antigos.
A sua produção destina-se, essencialmente, ao consumo interno, sendo os Estados Unidos o seu maior importador estrangeiro.
do site Museu do azulejo
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
À procura da Devesa
Um dos Lugares de Seixas é a Devesa. Efectivamente em Seixas há um caminho que serpenteia e acompanha um muro alto que aparentemente foi dos primeiros a ser construído, acessível entre o largo de S. Bento e a Av. da Boa Vista.
Esta devesa primitiva actualmente está muito transformada mas talvez seja das poucas artérias que consegui sobreviver às pressões da Modernidade.
O esplendor de passar nesta devesa está associado à paisagem sobre o rio Minho e a este património que no fundo é um legado de valor único, um potencial.
Não se entende porque não é promovido como local de interesse turístico.
No entanto, devesa também se pode referir ao recinto cercado por este muro.
No mesmo local há uma outra artéria recentemente alargada chama-se rua da Devesa e esta no meu ver trespassava a devesa (recinto).
Ainda junto à igreja paroquial uma outra artéria com o nome Devesa.
Continuo…
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| Será a Devesa ou mais um muro? |
| devesa | ||
| Alameda que limita um terreno; lugar cercado por arvoredo e com entrada defesa. Passagem. | ||
| devesa tem origem no vocábulo latino ?defense? que significa defesa (no seu sentido próprio e no figurado). Este vocábulo é um substantivo comum que viria a tornar-se topónimo e deste passaria a antropónimo. Chamou-se defesa ou devesa (duas variantes ou formas cognatas da mesma palavra) a uma terra murada, defendida por muro, ou terra de coutada; -Dicionário da lingua portuguesa: Francisco da Silva Bueno. | ||
Urbanismo 1974
No Jornal O Caminhense, n.º 68, de 22 de Julho 1974, encontrei este anúncio que promove a venda de lotes em Seixas. Creio que a "Devesa" se refere ao muro ainda visível que semi-circunda este espaço.
Não quero adiantar-me muito mas este pareça ser os princípios de um paradigma urbanístico que têm marcado esta Aldeia.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Cartografia
Não era bem isto que pretendia, mas para todos os efeitos até valeu. O primeiro estrato do mapa de Portugal, de 1763 da autoria de Julião Guillot pode-se identificar Seixas.
No segundo mapa que data 1794 da autoria de J. Lodje Júnior não têm representado a localidade de Seixas, no entanto observa-se um primeiro traçado de estrada entre Caminha e Lanhelas.
Este tipo de cartografia que representa o conjunto do território Português, resultava de cópias de outros trabalhos conhecidos que datam desde 1561.
Estes mapas podem ser consultados no site da Biblioteca Nacional de Portugal.
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Estrato da Carta Corográfica de Portugal na escala 1:100 000, editada em 1887. Pode ser consultadas na globalidade no museu virtual do Instituto Geográfico Português. |
domingo, 6 de fevereiro de 2011
O topónimos Seixas
O topónimo Seixas não me parece levantar muitas dúvidas, deriva do Latim saxu(m) que significa Pedras. Na cognação volgarizou-se e ficou Seixas.
Até ao momento o único que se sabia sobre o topónimo era uma tradução do português antigo (segundo Frei Agostinho de Santa Maria, no seu Santuário Mariano, Tomo 3º) que significa pombo. E uma versão light de que Seixas deriva do nome dado a uma espécie de caranguejo. Não descabida pois junto às pedras há caranguejos.
Até ao momento o único que se sabia sobre o topónimo era uma tradução do português antigo (segundo Frei Agostinho de Santa Maria, no seu Santuário Mariano, Tomo 3º) que significa pombo. E uma versão light de que Seixas deriva do nome dado a uma espécie de caranguejo. Não descabida pois junto às pedras há caranguejos.
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| Dicionário Houaiss |
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| Dicionário Houaiss |
O Facho
O Facho é um Lugar de Seixas que fica num local ermo escolhido para instalar ao que hoje chamamos faró. O Facho servia então para orientar os navegantes do rio Minho e de apoio ao cais. Deste local podemos descer em direcção ao rio por um escadario rústico, do lado Norte existem pequenas habitações de um piso, contíguas, e do dado esquerdo um muro baixo com pequenos quintais.
Já têm saneamento.
O piso é em cimento, mas com um acabamento muito original
Algumas degraus estão danificados e compostos com cimento.
É um encanto e sem dúvida um local a visitar
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| Adicionar legenda |
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Corografia Portugueza. 1706
S. Pedro de Seixas he Commenda de Chrifto, & Reytoria da Mitra, rende
cem mil reis, & para o Commendador com a annexa de Lanhellas trezentos &
cincoenta mil reis: tem duzentos vitinhos. Nefta Freguefia há huma fermofa
Capella de S. Bento, a qual he grande de tres naves com arcos poftos em colum-
nas, tresportas, & duas Sancriftias, he muito antiga, & tem huma imagem do
Santo feita de vulto, que continuamente eftá fazendo infinitos milagres, como
publicão os muitos Romeyros, que frequentemente vifitaõ, affim deft Reyno,
como da Galliza, efpecialmente nos Sabbados de Agofto; frempre tem as
portas abertas de dia, & de noite, por fe entender que affim o quer o Santo, o
que fe alcançou, de que fechandolhas huma tarde, ao outro dia as achàraõ na ri-
beira doMinho, que difta tiro de arcabuz , & por efta tradiçaõ fe nam fechar
mais, nem os Prelados mandaraõ o contrário. Em 21•de Março, & 11• de ju-
lho, dias em que a Igreja celebra as feftas defte Santo, tem feira franca que du-
rava oito dias com privilegios dos Reys defte Reyno, para nenhum homiziado,
que a ella venha, poffa fer prezo; nam dura hoje mais de dous dias, na qual fe
achaõ muitos Mercadores de varias partes.
Este texto foi transcrito da Corografia Portugueza, tomo I, impresso em 1706.
Autor P. António Carvalho da Costa.
Na perspectiva demográfica, Revela que Seixas por volta de 1700 tinha duzentos vizinhos (fogos ou edifícios).
Não revela os lugares da então paróquia.
Confirma-se a existencia da capela de S. Bento.
O autor, deu mais relevo à adoração a Benedictina e à feira franca.
A Julgar, a feira franca realizava-se junto à Capela.
A lenda das portas é muito relevante.
Não sei o profundo significado:
S. Pedro de Seixas he Commenda de Chrifto, & Reytoria da Mitra, rende
cem mil reis, & para o Commendador com a annexa de Lanhellas trezentos &
cincoenta mil reis:
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
demografia
Encontrei um opúsculo que contem uma monografia de Seixas, tratada pelo Prof. Lourenço Alves em 1988. Serviu-me de instrumento para chegar a estes dados.
Transcrevo:
"4. Bosquejo demográfico
A título de exemplificação, para se establecer uma relação entre o passado demográfico de Seixas e o seu futuro, tome-se o censo demográfico de 1940:
________
Acrescentei mais uns dados
ESTATISTICA DE PORTUGAL
POPULACAO
CENSO NO 1.° DE JANEIRO
1864
LISBOA
IMPRENSA NACIONAL
1868
---------------
ESTATISTICA DE PORTUGAL
POPULAÇÃO
NO 1.º DE JANEIRO
1878
LISBOA
IMPRENSA NACIONAL
1881
______________
E afinal a população parece não ter aumentado.
Transcrevo:
"4. Bosquejo demográfico
A título de exemplificação, para se establecer uma relação entre o passado demográfico de Seixas e o seu futuro, tome-se o censo demográfico de 1940:
confirmo, (com um reparo para a edição que soma 1.762 e para um ortográfico na palavra correspondente ao Lugar "Pobreza" ou "Pobrena".
----------
PORTUGAL
INSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICA
VIII RECENSEAMENTO GERAL
DA POPULAÇÃO
no continente e ilhas adjacentes em 12 de Dezembro de 1940
Volume XVII
DISTRITO DE VIANA DO CASTELO
SOCIEDADE ASTÓRIA, LIMITADA:: 1945
________
Acrescentei mais uns dados
ESTATISTICA DE PORTUGAL
POPULACAO
CENSO NO 1.° DE JANEIRO
1864
LISBOA
IMPRENSA NACIONAL
1868
---------------
ESTATISTICA DE PORTUGAL
POPULAÇÃO
NO 1.º DE JANEIRO
1878
LISBOA
IMPRENSA NACIONAL
1881
______________
E afinal a população parece não ter aumentado.
![]() |
| Gráfico ilustrativo e parcial de habitantes mulheres |
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| Gráfico ilustrativo e parcial de habitantes homens |
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| Gráfico ilustrativo e parcial de habitantes mulheres e homens |
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| Gráfico ilustrativo e parcial de habitantes |
Bispos da Diocese of Tui–Vigo
Bishop Isidoro
(1156 – 1167)
Bishop of Tui (Spain) (1156 – 1167)
Bishop Pelayo Meléndez
(1130 – 1156)
Bishop of Tui (Spain) (1130 – 1156)
"A respeito da história desta freguesia, no livro "Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo" diz textualmente: «Em 1156, a paróquia de Seixas estava já erecta, como se depreende da divisão das igrejas e arcediagados da diocese de Tui entre o bispo e o cabido." - informação retirada da Wikipedia e de mais uns sítios do género.
Encontrei o Livro. Gostava de o ter… os dois!
(1156 – 1167)
Bishop of Tui (Spain) (1156 – 1167)
Bishop Pelayo Meléndez
(1130 – 1156)
Bishop of Tui (Spain) (1130 – 1156)
"A respeito da história desta freguesia, no livro "Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo" diz textualmente: «Em 1156, a paróquia de Seixas estava já erecta, como se depreende da divisão das igrejas e arcediagados da diocese de Tui entre o bispo e o cabido." - informação retirada da Wikipedia e de mais uns sítios do género.
Encontrei o Livro. Gostava de o ter… os dois!
Família Malheiro, de Seixas, Caminha
I- DIOGO MALHEIRO, f.º de Gaspar Malheiro e de Maria Álvares ( ou Alves), ou também chamada Maria do Outeiro, casou na Igreja Paroquial de S. Pedro de Seixas no dia 20 de Maio de 1635, concelho de Caminha, distrito de Viana do Castelo, com MARIA RODRIGUES, f.ª de Pedro Rodrigues, de S. Sebastião de Vile e de Ana Fernandes.
Tiveram, pelo menos:
II- GASPAR MALHEIRO, que segue:
II- GASPAR MALHEIRO, bapt. 23 de Dezembro de 1635 – m. 16 de Maio de 1666, em Seixas, e era nat. da mesma freg.ª. C.c. DOMINGAS GONÇALVES.
Tiveram, pelo menos:
II- GASPAR RODRIGUES, que segue:
II- JOSÉ MALHEIRO, que c.c. Maria Álvares em Seixas, no dia 25 de Fevereiro de 1675.
Bem, daqui sei o nome da paróquia se Seixas no ano de 1635.
Tiveram, pelo menos:
II- GASPAR MALHEIRO, que segue:
II- GASPAR MALHEIRO, bapt. 23 de Dezembro de 1635 – m. 16 de Maio de 1666, em Seixas, e era nat. da mesma freg.ª. C.c. DOMINGAS GONÇALVES.
Tiveram, pelo menos:
II- GASPAR RODRIGUES, que segue:
II- JOSÉ MALHEIRO, que c.c. Maria Álvares em Seixas, no dia 25 de Fevereiro de 1675.
Bem, daqui sei o nome da paróquia se Seixas no ano de 1635.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Da ilusão da metrópole à realidade rural
Descobri Seixas, uma aldeia que nasceu já sem memória, documenta-se 1000 anos, mais castrejos, e gente do paleolítico. Margem privilegiada onde se fundem os rios Minho e Coura, com o Atlântico.
Das grandes propriedades às habitações modernas, do tecido rural à esperança na Imigração, da passagem do combóio ao Sec. XX. como momentos determinantes que alteraram esta morfologia vipera.
No mesmo tempo, descobri o que não me tinha dito, nem o que se pode saber por aí. Fiquei certo que Seixas está escondida diluída num esplendor de tão bela, um amor cobiçado com Palácios abandonados enquanto o verdadeiro património finge não existir.
Das grandes propriedades às habitações modernas, do tecido rural à esperança na Imigração, da passagem do combóio ao Sec. XX. como momentos determinantes que alteraram esta morfologia vipera.
No mesmo tempo, descobri o que não me tinha dito, nem o que se pode saber por aí. Fiquei certo que Seixas está escondida diluída num esplendor de tão bela, um amor cobiçado com Palácios abandonados enquanto o verdadeiro património finge não existir.
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