sexta-feira, 21 de outubro de 2011

aqui chama-mo-lhes cacos, vejam

Ora aqui aparece a primeira arquelogia cá da horta, é quase cada cavadela uma milhoca. É assim que tento adivinhar quem passou por aqui, no fantástico cada caco é uma história e ficaram porque assim o quiseram. Falam do dia que foram feitos de quando foram novos e vaidosos e brilhavam nas mãos dos vendedores, depois compradas numa feira de S. Bento, oferecidas numa cerimónia que só a morte separa ou recordação que traz o primo de Lisboa ainda envolta em palha numa caixa talvez. Antes de esmigalharem, o que serviram? quantas bocas e mãos? Partiram e cada fragmento propositadamente foi para o seu lugar, já não serviram mais um caldo-verde ou um robalo do rio Minho com batata, claro, e serviram e servem para renovar o seu fim.

Cacos reunidos A
Cacos reunidos B